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Falta de conhecimento e preconceito são desafios para portadores de vitiligo

Por Aline Campolina/Itatiaia, 03/12/2019 às 11:06
atualizado em: 03/12/2019 às 11:16

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Foto: Divulgação
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Cerca de 150 milhões de pessoas em todo o mundo são portadoras de vitiligo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença, que surge na pele e causa perda gradual de pigmentação (manchas brancas em várias partes do corpo), não é contagiosa. Apesar disso, as lesões são estigmatizastes e afetam emocionalmente quem tem a doença devido à falta de conhecimento e ao preconceito de parte da população que tem receio do contato físico.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), as lesões se formam devido à diminuição ou ausência de melanócitos, células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele. O tamanho das manchas é variável.

A médica dermatologista, Marina Sathler, diz que essa doença pode afetar qualquer pessoa em qualquer idade. “São pacientes que têm predisposição genética já desenvolvida. É uma doença autoimune, crônica, porém algumas causas são associadas à ela, como problemas de tireoide e diabetes. Pode também estar associada a um estresse emocional, a um estresse físico, alguns traumas mecânicos, atrito na pele e pode ser desencadeada por uma exposição solar intensa”, detalha a médica.

Ao contrário do que muitos pensam, a doutora afirma que o vitiligo não acomete mais pessoas de pele escura do que as de pele clara. “Tanto é que estudos mostram que a doença pode acometer igualmente homens e mulheres e desenvolve, geralmente, em pacientes mais jovens, na faixa etária dos 20 anos”, explica.

O vitiligo é uma doença que não tem cura, mas sim o controle. “O que a gente tem como benefício de tentar esse controle é tentar repigmentar essa pele que já está com a pigmentação clara e tentar frear as lesões que estão em atividade”, afirma a dermatologista. O tratamento é individualizado e deve ser discutido com um médico, conforme as características de cada paciente.

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