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Forte divisão marca início de julgamento do processo de impeachment de Donald Trump

Por Agência Brasil, 22/01/2020 às 11:14
atualizado em: 22/01/2020 às 11:30

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O julgamento do impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou com forte divisão sobre as regras que vão reger os procedimentos. O julgamento foi iniciado no Senado dos EUA nessa terça-feira (21).

A Câmara dos Representantes, controlada pelos Democratas, aprovou o impeachment de Trump no mês passado, sob acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso.

O presidente foi acusado de abuso de poder por, visando ganho político e pessoal, pressionar a Ucrânia a investigar Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA e líder na disputa por uma indicação para disputar a Presidência pelo Partido Democrata.

O caso avançou para o Senado, onde membros da Câmara atuarão como promotores, liderados pelo presidente da Comissão de Inteligência, Adam Schiff.

No primeiro dia, o advogado de Trump, Pat Cipollone, destacou a determinação da equipe de defesa de afirmar a inocência do presidente. Ele disse que "a única conclusão será de que o presidente não fez absolutamente nada de errado".

Líder do impeachment, Schiff disse que "a maioria dos americanos não acredita que haverá um julgamento justo. Eles acreditam que o resultado já foi previamente definido". Ele afirma que testemunhas, incluindo o ex-secretário de Segurança Nacional John Bolton, deveriam receber permissão para depor.

O Partido Democrata também pediu que fossem apresentados documentos da Casa Branca e outros registros relacionados à suspensão temporária de ajuda militar dos EUA à Ucrânia. Liderado pelos Republicanos, o Senado se opõe à medida.

O Partido Republicano quer concluir o julgamento provavelmente até o fim de janeiro. Democratas tentam conquistar o apoio da população, convocando testemunhas para o julgamento.

Próximos passos

Trump é o terceiro presidente da história dos EUA a enfrentar um processo de impeachment, após Andrew Johnson em 1868 e Bill Clinton em 1999. Ambos absolvidos foram absolvidos.

O julgamento no Senado é conduzido pelo presidente da Suprema Corte, John Roberts, com os senadores servindo como jurados.

Sete parlamentares da Câmara dos Representantes atuam como promotores, chefiados pelo presidente da Comissão de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, um democrata que liderou as investigações do impeachment.

O advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, lidera a equipe de defesa, que inclui advogados renomados. Um deles é Ken Starr, que investigou Clinton como promotor independente.

Outra personalidade é Alan Dershowitz, que foi parte da equipe legal que ajudou o astro do futebol americano O. J. Simpson a ser absolvido em um julgamento por assassinato, de grande repercussão na década de 90.

O julgamento começou estabelecendo as regras dos procedimentos, seguido pelos discursos de abertura da defesa e acusação. Os lados têm 24h para apresentar seus argumentos.

Após as deliberações, senadores vão votar "culpado" ou "inocente" para cada uma das duas acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso enfrentadas por Trump.

A maioria de dois terços é necessária para condenar e tirar o presidente em exercício do poder. No entanto, é esperado que ele seja absolvido, já que os republicanos são maioria no Senado.

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