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O Fusca em nossas vidas

21/01/2020 às 10:57
O Fusca em nossas vidas

Se você tem mais de 50 anos seguramente dá muita importância ao 20 de janeiro por São Sebastião, pelo aniversário do Rio de Janeiro, mas, com certeza, por ser o Dia Nacional do Fusca. É mais do que um carro, do que um produto. Já foi um estilo de vida, um jeito de ser e marcou amores, momentos inesquecíveis e sucessos profissionais, Um presidente brasileiro, Itamar, decidiu promover seu retorno, de tanta paixão; um presidente uruguaio, Mujica, não dispensou o seu uso nem nos tempos do poder.

O Fusca começou a ser vendido no Brasil em 1950. O carro vinha da Alemanha e não era montado pela Volkswagen, que ainda não havia se instalado no Brasil, o que só aconteceu três anos depois. No dia 3 de janeiro de 1959, foi iniciada a produção do Volkswagen Fusca no Brasil, com peças nacionais, em um galpão alugado no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A falta de fornecedores de peças fez a Volkswagen sofrer para conseguir atingir o grau de nacionalização de 54% previsto em Lei. 

Nos anos 60 e 70 o carro ganhou motores mais potentes e assessórios modernos, mas o teto solar foi rejeitado. Em 1986 a Volkswagen parou de fabricar o Fusca; dez anos depois, todos acharam que voltaria com força total, por causa da lei do carro popular, com isenções e diminuições de impostos. No entanto, nem com a força do presidente da República deu certo.

O Fusca já não domina as ruas, mas continua atração. Será sempre uma referência. E nós, da turma que nasceu em meados do século XX, toda vez que pensarmos em carro, veremos o filme de um Fusca passando, rompendo a lama, vencendo o pasto, invadindo a praia, ajudando a seduzir a pessoa amada e, eventualmente, servindo de palco para o amor nos drive-in ou mesmo no mirante da Afonso Pena... Quando isso era possível e até romântico.

Viva o Fusca, vira a memória dos tempos de anos dourados.

Foto: Weverson Almeida

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