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Itatiaia em Movimento: ex-agente socioeducativo resolver largar a profissão e virou motorista de aplicativo

Por Redação , 13/12/2019 às 16:38
atualizado em: 13/12/2019 às 17:11

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O Itatiaia em movimento desta sexta-feira é com o motorista de aplicativo Wagner de Oliveira Xavier, de 49 anos. Vamos nessa carona? Nela embarca o jornalista João Felipe Lolli. Toda sexta-feira, o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e o programa Chamada Geral trazem relatos de taxistas e motoristas de aplicativos, que contarão os problemas enfrentados no trânsito de Belo Horizonte e as histórias inusitadas que já viveram. 

Wagner é formado em teologia e trabalhou por 17 anos como agente socioeducativo, lidando com menores infratores. Há 10 meses como motorista nas ruas de BH, o homem que já recebeu diversos elogios como “excelente papo”, “direção cuidadosa”, “respeitoso”, além dos agradecimentos, se diz grato por servir as pessoas. “É um reconhecimento daquilo que a gente pode proporcionar para as pessoas.”

O motorista disse que uma das viagens que mais o marcou foi quando uma senhora de 94 anos e duas filhas dela, que tinham entre 70 e 75, embarcaram no carro. “Ela [senhora de 94 anos] foi entrando e falou assim ‘seu carro está sendo inundado por mulheres’. Eu comecei a rir e falei ‘minha esposa só não pode ficar sabendo’, aí ela falou  ‘esquenta não que a gente não vai contar’. Foi muito gostoso porque a história de vida dela é muito bonita. Ela estava indo visitar o marido, que tinha sido internado um dia antes na Santa Casa. No trajeto a gente foi conversando, ela falou comigo que no sábado estaria completando 70 anos de casada. Foi muito gostoso saber que ainda existe essa questão da família.”

OUÇA A REPORTAGEM COMPLETA COM JOÃO FELIPE LOLLI 

Wagner disse que nunca teve grandes problemas nas viagens, mas que uma o chateou. Uma mulher, que já estava brava com a Uber, fez uma corrida com ele e colocou o endereço errado. 

“Eu comecei a viagem, caiu direto no Waze, eu comecei a andar e ela falou ‘não é por aqui não’. Eu falei ‘pra onde a senhora está indo?’. Ela falou ‘para a [avenida] Pedro II’. Eu falei ‘realmente. Vou só fazer o retorno e vamos para o local’. Quando eu olhei, ela tinha solicitado para a Pedro II de São Paulo e foi muito chato porque ela já estava nervosa com as coisas da Uber e começou a xingar.”

Ele conta que no final da viagem falou com a mulher que não precisava pagá-lo e ainda pediu perdão, mas a mulher não aceitou o pedido de desculpa e saiu do carro nervosa.

Apaixonado pelo que faz, Wagner mandou um recado para os amigos de volante. “Não desistam. Vocês fazem a diferença. Não é só no dinheiro, não, é na vida das pessoas. Nem sempre dinheiro é importante. Se você puder fazer a diferença na vida das pessoas, faça.”

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