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Médico faz alerta aos entregadores por aplicativos para sérios problemas na coluna

Por Aline Campolina/Itatiaia, 09/12/2019 às 12:05
atualizado em: 09/12/2019 às 12:06

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Diante da facilidade e comodidade em se pedir uma refeição por meio dos aplicativos, os entregadores viraram uma febre por todo lado. Sejam por motocicletas ou por bicicletas, os trabalhadores não perdem tempo e fazem diversas corridas em poucas horas. Mas essa nova modalidade de entrega a domicílio chama atenção para a saúde dos condutores devido ao peso das mochilas (espécie de caixotes térmicos) que eles carregam nas costas.

Segundo o ortopedista Daniel de Abreu Oliveira, as novas tecnologias são interessantes e ajudam até mesmo na questão do desemprego do país, mas também leva a uma série de inconvenientes. “Isso pode causar prejuízos ortopédicos, principalmente na coluna. Dependendo do peso que eles carregam, como é um compartimento muito grande, pode levar a um desvio do eixo de força e isso causa uma sobrecarga muito grande na coluna lombar”, explica.

Os entregadores que trabalham por horas com as mochilas nas costas estão sujeitos a diversos problemas, como dores musculares (conhecidas como lombalgias), incômodo na coluna, e, em casos mais graves, até problema de hérnia e degenerações.

O ortopedista cita algumas dicas para os trabalhadores. “A primeira é tentar colocar os produtos mais pesados o mais próximo da coluna, de forma que eles não fiquem mais distantes do corpo e o peso fique mais sobre a região lombar. A segunda questão, se o entregador utilizar mais a bicicleta, é sempre ter o banco e o guidão todos na altura adequada para você realmente reduzir a carga da má postura. E também ter intervalos de descanso. A gente sabe que muitos profissionais trabalham até 12 horas fazendo entregas. Se a pessoa passa o dia inteiro em cima de uma motocicleta ou bicicleta, ela vai ter uma sobrecarga excessiva na coluna”, diz.

Para o médico, a forma correta para se carregar os produtos  é por meio da antiga caixa de transporte já adaptada no veículo. “A própria moto já é adaptada, ela tem o compartimento atrás que tudo o que for transportado fica no veículo, e não nas costas do profissional”, afirma Daniel.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor nas costas durante a vida, sendo que 90% dessas pessoas apresentarão mais de uma vez.

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