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Número de casos de intoxicação por dietilenoglicol sobe para 26, diz secretaria

Por Redação, 23/01/2020 às 19:41
atualizado em: 23/01/2020 às 19:42

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Foto: Backer/Divulgação
Backer/Divulgação

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) atualizou para 26 o número de casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol, sendo quatro confirmados e 22 investigados. Quatro pessoas morreram, sendo um óbito constatado pela contaminação. A suspeita é de que o problema de saúde foi causado pelo consumo da cerveja Belorizontina, da Backer, que teve lotes com a substância.

Dos pacientes, 22 são homens e quatro mulheres. São 16 casos em Belo Horizonte e os outros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São Joao del-Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

A morte confirmada pela intoxicação é do bancário Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, no dia 7 de janeiro, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Interdição

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou ter achado a substância dietilenoglicol em mais 11 lotes de cervejas da Backer. São 32 lotes contaminados de dez produtos diferentes: Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Backer D2, Corleone e Backer Trigo.


Arte: Mapa

A SES-MG orienta a população que, caso tenha em casa cerveja da empresa não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. A bebida deve ser identificada com alguma inscrição como “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que entregá-la nos pontos de recepção (Procons, Vigilância Sanitária de sua cidade ou Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as marcas da cervejaria com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020 (confira a lista ao fim da matéria). A orientação da Anvisa é para que essas bebidas não sejam consumidas.

O Mapa acertou com a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a intimação da empresa para recall dos produtos em que foi confirmada a contaminação e dos que estão sem a segurança comprovada.

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