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Rogério Ceni explica improvisações e lamenta erros de passes e de finalização contra o Inter

Por Redação , 05/09/2019 às 10:27
atualizado em: 05/09/2019 às 10:54

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Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
Vinnicius Silva/Cruzeiro

Criticado pelas improvisações, o técnico Rogério Ceni dividiu a responsabilidade pela eliminação na Copa do Brasil com todo elenco. O Cruzeiro caiu na semifinal da competição após derrota por 3 a 0 para o Internacional, na noite dessa quarta-feira (4), no estádio Beira-Rio. A Raposa fazia uma partida equilibrada até sofrer o primeiro gol, aos 39 minutos da etapa inicial.

Após o jogo, o treinador lamentou os erros de passes e as chances perdidas no começo do duelo e respondeu sobre as improvisações. Ceni destacou que o acerto de passes é básico no futebol. “Contra o Vasco (pelo Brasileirão) já erramos muitos passes, nesse jogo mais do que o Vasco, quase 60 erros entre perda de bola e passes errados. Sem o princípio básico do jogo, você dificilmente consegue agredir o adversário”, disse.

“Quando se erra muito grosso, muito grande, como foi hoje, aí é muito difícil você vencer o jogo. O determinante foi o que a gente jogou, muito abaixo do que a gente poderia produzir, e que o Inter foi superior a gente”. 

Já no caso das improvisações - volante Jadson como lateral-direito e Henrique como zagueiro (na etapa final), o comandante explicou:“Sobre o Jadson, vamos lá: Edilson deu uma entrevista na segunda-feira, que tinha poucos minutos de jogo, voltando de lesão. O último jogo completo do Edilson foi no dia 12 de maio, ou seja, junho, julho, agosto... Vamos completar quatro meses que o Edilson não joga 90 minutos. Ele deu uma declaração que ele precisava de mais minutos, era um jogo decisivo. Eu, ao menos, quis colocar um jogador que eu treino com ele nessa posição e ele tenha condição física para aguentar 90 minutos”, justificou, antes de completar:

“Eu já tinha o Dedé com o joelho inchado, o Robinho que normalmente sai do jogo, o Thiago que cansou, tinha uma substituição para o Fred, que eu queria pôr um 9 de área no segundo tempo. Não queria correr o risco de ter que fazer uma outra substituição, no caso, ter que tirar o Edilson, lateral-direito, não pela falta de qualidade dele, nada a ver, mas sim pelo condicionamento físico, que ele mesmo acabou colocando para vocês”.

Sobre a opção de colocar Henrique como zagueiro no segundo tempo (na vaga de Dedé), disse que tentou qualificar a saída de bola. “O Dedé voltou do intervalo com dor, mas disse que conseguiria jogar. Hora que pisou no gramado, sentiu. Eu precisava ganhar o jogo, eu tenho que colocar um jogador atrás que tenha melhor saída de jogo. Quem tem melhor saída de jogo é o Henrique. Eu ponho o Ariel, recomponho o meio de campo com Ariel e Robinho. A improvisação foi o Jadson, realmente, na lateral direita”. 

Thiago Neves 

O meia Thiago Neves não poupou o treinador. Em entrevista à Itatiaia, o camisa 10 disse que as improvisações prejudicaram o rendimento da equipe. “Era um jogo diferente e a gente teve que se adaptar. Mudar três, quatro jogadores para uma decisão fora de casa é muita coisa em um time que já vem formado. Improvisar jogadores é difícil, ainda mais jogador que não vem jogando”, disse.

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